Da redação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (9) que o Exército se manifeste sobre o pedido do general Mário Fernandes para receber visita íntima na prisão. Fernandes está detido nas instalações do Comando Militar do Planalto (CMP), em Brasília, após ter sido condenado a 26 anos e 6 meses de prisão em ação penal referente ao Núcleo 2 da trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, Moraes solicitou que o CMP informe se o general cumpre os requisitos para ter direito à visita íntima. “Oficie-se ao Comando Militar do Planalto/DF, para que informe sobre o preenchimento, ou não, dos requisitos para visita íntima pretendida por Mário Fernandes”, escreveu o ministro.
Depois que o CMP se manifestar, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá um prazo de cinco dias para opinar sobre a solicitação do general.
Mário Fernandes foi acusado de arquitetar um plano para matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o próprio ministro Alexandre de Moraes. Segundo a Polícia Federal, a intenção foi registrada em um documento intitulado “Punhal Verde e Amarelo”, encontrado em um arquivo de Word.
O general está em prisão preventiva desde novembro de 2024, e sua condenação pela participação na trama ocorreu em dezembro do mesmo ano. A sentença ainda cabe recurso.
Com informações da Agência Brasil





