Da redação
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão de Willian Fonseca Amorim, condenado a 14 anos por participação nos atos de 8 de Janeiro. A Procuradoria-Geral da República o vinculou às manifestações; a ordem foi enviada à Polícia Federal na quinta-feira (29).
Morador de Divinópolis, Amorim, de 50 anos, foi preso em 9 de janeiro de 2023 no acampamento diante do Quartel-General do Exército, em Brasília. A Polícia Federal encontrou no celular foto dele na Esplanada, de rosto parcialmente coberto por bandana; laudo não identificou imagens de depredação.
Entre 28 de agosto e 4 de setembro de 2026, a maioria condenou Amorim por cinco crimes, como golpe de Estado, associação criminosa armada e dano qualificado. Pena: 12 anos e seis meses de reclusão, um ano e seis meses de detenção e 100 dias-multa.
Ministra Cármen Lúcia defendeu pena de um ano em regime aberto, sem prova de invasão ou depredação. Ministro Kassio Nunes Marques questionou competência do STF e suficiência probatória, votando pela absolvição com o ministro André Mendonça. Cristiano Zanin e Edson Fachin acompanharam Moraes, com ressalvas.



