Da redação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan o visitassem em prisão domiciliar na tarde do Dia dos Pais. Conforme Moraes, a solicitação ficou prejudicada devido à suspensão das visitas, exceto as de médicos, fisioterapeutas e advogados, determinada em decisão de 17.jul.2026.
Segundo a decisão, a suspensão vale por 30 dias após o magistrado considerar que uma carta de Jair, lida por Flávio nas redes sociais, violou regras da prisão domiciliar. O pedido negado foi protocolado na quarta-feira (5). Os advogados argumentaram que a solicitação tinha “caráter estritamente humanitário e familiar”, sem impacto no cumprimento da pena ou das medidas cautelares.
Na petição, a defesa escreveu que o Dia dos Pais é uma “data singular do calendário brasileiro”, sugerindo que a visita, em condições determinadas pelo ministro, preservaria os vínculos familiares e a convivência entre pai e filhos. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ficou de fora do pedido porque está nos Estados Unidos desde o ano passado. Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão.
Jair Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar, por tentativa de golpe de Estado, em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília, onde vive com Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia. Flávio está impedido de se encontrar com o pai por 90 dias, período que se estende além do primeiro turno das eleições. No documento cuja leitura motivou a suspensão, Bolsonaro classificou o filho como seu “porta-voz” e candidato escolhido.





