Da redação
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta terça-feira (20), em entrevista ao SBT News, que as medidas anunciadas pelo governo Lula durante o processo eleitoral têm impacto fiscal pequeno e são absorvíveis com ajustes no Orçamento dentro da margem.
As medidas exigem R$ 20 bilhões em remanejamento, sem comprometer, disse, a meta de superávit de 2027, que o governo está comprometido a atingir. “Do encontro entre receitas e despesas, a gente preserva nossa meta de resultado para o ano que vem”, disse.
Moretti atribuiu o remanejamento à folga no Orçamento, relacionada à redução da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Foi possível zerar a fila do INSS sobrando um pouco de recursos e essa sobra para 2026 afeta também as contas para 2027”, argumentou.
A base maior de despesas discricionárias permitiu acomodar o Desenrola 3.0 e o PixMEI, que serão incorporados ao Orçamento após aprovação do Congresso. Moretti resumiu: “O impacto fiscal é muito pequeno, preservado o volume global de despesas, mas o impacto social é gigante”.




