Início Distrito Federal Morte de desembargadora do TJDFT gera comoção entre autoridades

Morte de desembargadora do TJDFT gera comoção entre autoridades


Da redação

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Maria de Lourdes Abreu, de 73 anos, faleceu na quarta-feira (18/3), vítima de falência múltipla de órgãos. Ela estava internada no Hospital Sírio Libanês e havia se afastado do tribunal desde o ano passado para tratar da saúde. O velório será realizado na manhã de sexta-feira (20/3), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, e a cremação ocorrerá no Crematório de Valparaíso (GO).

A morte de Maria de Lourdes gerou grande comoção entre autoridades do Distrito Federal. Em portaria publicada nesta quinta-feira (19/3), o TJDFT declarou luto oficial de três dias e manifestou solidariedade a familiares, amigos e colegas. O presidente em exercício do tribunal, desembargador Roberval Casemiro Belinati, reforçou o legado da magistrada, destacando sua trajetória marcada pela retidão, sensibilidade e compromisso com a Justiça.

A vice-governadora do DF, Celina Leão (PP), também lamentou a perda. Em mensagem nas redes sociais, exaltou a “dedicação incansável” da desembargadora ao serviço público e sua atuação pautada pelo respeito às instituições e firmeza na aplicação do Direito. Para Celina, Maria de Lourdes deixou uma contribuição significativa para o fortalecimento da Justiça e serviu de exemplo para gerações de profissionais.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde Maria de Lourdes iniciou a carreira em 1981, manifestou profundo pesar e destacou seu espírito pioneiro, ética e dedicação institucional. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil do DF (OAB-DF) e a Caixa de Assistência dos Advogados do DF (CAADF) também emitiram notas de pesar, ressaltando a perda para o Judiciário brasileiro.

Natural de Goiânia, Maria de Lourdes atuava no TJDFT desde novembro de 2014, nomeada pela então presidente Dilma Rousseff. Em maio de 2024, foi eleita ouvidora-geral do tribunal. Antes, construiu carreira no MPDFT, onde foi promotora, procuradora e coordenou câmaras especializadas em meio ambiente, ordem urbanística e patrimônio cultural.