Morte do cão Orelha mobiliza artistas e manifestantes em protestos neste domingo pelo Brasil


Da redação

A morte do cão Orelha mobilizou protestos em diversas cidades do Brasil neste domingo, 1º de fevereiro, pedindo justiça e responsabilização dos envolvidos no caso. Em São Paulo, manifestantes se reuniram a partir das 10h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista. A caminhada teve início meia hora depois, com participantes exibindo cartazes, bandeiras e levando seus próprios cães.

Além de clamar por justiça, a mobilização também pediu a redução da maioridade penal, atualmente fixada em 18 anos, já que os suspeitos pela morte de Orelha são quatro adolescentes. O ato contou com a presença de parlamentares, ativistas e artistas. A primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, marcou presença e compartilhou imagens do evento nas redes sociais. Segundo sua biografia no Instagram, “Os animais não falam, eu sou a voz deles”. A ativista Luisa Mell, reconhecida pelo trabalho com proteção animal, também participou.

No Rio de Janeiro, o protesto começou às 10h no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, e outro ato estava previsto para as 16h, no Posto 2 de Copacabana. Em Florianópolis, cidade onde Orelha foi morto, o protesto ocorreu no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, reunindo manifestantes que pediam “justiça por Orelha” em coro.

A atriz Heloisa Perissé utilizou o Instagram para convocar a participação no ato no Rio, afirmando: “Isso é só a ponta de um iceberg de coisas tenebrosas que estão acontecendo por aí. Isso também é um pedido de alerta para ver o que estão fazendo com a cabeça dos jovens, com a humanidade”.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, Orelha morreu no início de janeiro após agressões graves na cabeça e teve que ser submetido à eutanásia. A Polícia Civil tomou conhecimento do caso em 16 de janeiro; quatro adolescentes são investigados. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 26 de janeiro e celulares e roupas foram apreendidos quando dois suspeitos retornaram dos Estados Unidos no dia 29. Os jovens foram intimados a prestar depoimento.