Início Brasil Motoboy morre após tiro da GCM durante perseguição em São Paulo

Motoboy morre após tiro da GCM durante perseguição em São Paulo


Da redação

Um jovem de 22 anos morreu após ser baleado na cabeça no domingo (7), na Mooca, zona leste de São Paulo, durante perseguição iniciada pela Guarda Civil Municipal de São Caetano do Sul. A ação ocorreu após tentativa de abordagem por suposta adulteração na motocicleta em que ele estava, segundo autoridades municipais.

A Secretaria de Segurança de São Caetano do Sul informou que agentes da Rotam, da Guarda Municipal, identificaram uma motocicleta com placa dobrada, dificultando a verificação. Os ocupantes não obedeceram à ordem de parada emitida com sinais luminosos e sonoros, conforme relato dos guardas no boletim de ocorrência, e teriam fugido em direção à capital paulista.

Na moto estavam João Carlos Piere da Silva, 30 anos, que conduzia o veículo, e Emerson dos Santos da Silva, 22 anos, que estava na garupa. Segundo a secretaria, durante a abordagem na rua Capitão Pacheco e Chaves, Emerson teria sacado uma arma e apontado para os agentes, que reagiram disparando contra os dois ocupantes.

Os dois foram socorridos e levados ao Hospital Ipiranga. Emerson não resistiu aos ferimentos e morreu. Imagens exibidas pela TV Globo flagraram o momento em que um homem desceu de um carro, conversou com um agente e colocou uma arma ao lado do ferido enquanto João Carlos era imobilizado.

A Secretaria de Segurança de São Caetano afirmou que o homem era um cidadão, a arma era do agente e teria caído durante a perseguição. “A versão de que o cidadão seria um policial à paisana e que teria deixado uma arma ‘aleatória’ no local […] é absolutamente inverídica”, informou em nota.

A família de Emerson nega que ele estivesse armado e afirma que ele estava indo a uma feira. “O meu sobrinho nunca teve arma nenhuma. Eu tenho certeza de que ele nunca teve arma”, declarou Viviane Alves dos Santos, tia do jovem. Segundo a SSP, foi solicitada perícia no local, os armamentos apreendidos e o caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e adulteração de sinal identificador de veículo.