Da redação
O motorista Alessandro Caseri, que trabalha para Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, declarou em depoimento prestado que policiais militares pararam diante de seu carro, usaram uma lanterna para iluminar o interior e ordenaram que ele saísse do local, em frente a um hotel na Vila Mariana, zona sul da capital.
Segundo investigadores, os horários informados pelo motorista e registrados nas filmagens analisadas não coincidem. Alessandro disse ter estacionado na rua Joinville por considerá-la segura após deixar Haddad em casa e relatou que os PMs apontaram lanternas para seu veículo duas vezes em poucos minutos. Ele afirmou ter deixado o local por volta das 23h09, mas imagens de câmeras mostram o carro em outros pontos da cidade às 22h34.
Ainda conforme o depoimento, Caseri enviou mensagem a um assessor de Haddad por volta das 22h41, dizendo que se sentiu monitorado por uma viatura da Polícia Militar. Alessandro disse não pretender acusar formalmente os policiais por abuso de poder e que não registrou boletim de ocorrência. O motorista afirmou que apresentará prints das conversas e solicitou análise de uma câmera de segurança da rua Victor Brecheret.
A Secretaria de Segurança Pública informou que as imagens das câmeras não condizem com a versão do candidato. Uma das gravações mostraria uma viatura emparelhando com o veículo de Caseri e desacelerando antes de desaparecer do quadro. O governador Tarcísio de Freitas declarou que não foi constatada irregularidade nas imagens e classificou o episódio como falsa comunicação.





