Da redação
O Benfica enfrenta o Gil Vicente nesta segunda-feira (data não informada), pelo Campeonato Português, ainda sob o impacto da eliminação recente na Champions League. Na coletiva pré-jogo, o principal assunto não foi o adversário, mas as denúncias de racismo contra o jovem Prestianni, mencionadas por Vini Jr. e Kylian Mbappé após confronto europeu.
Antes das perguntas dos jornalistas, José Mourinho se antecipou e tratou do tema. O treinador repudiou qualquer forma de discriminação, sugerindo aos presentes a leitura da Declaração Universal dos Direitos Humanos. “Repudio qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância. As críticas refletem mais quem as faz do que o criticado”, afirmou.
Mourinho destacou a importância da presunção de inocência, citando o artigo 11 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ele defendeu avaliações cautelosas enquanto a investigação conduzida pela Uefa não é concluída. “Quero ser imparcial num caso que pode ser de grande gravidade. A presunção de inocência é um direito. Como cidadão, repudio qualquer tipo de preconceito, mas não posso condenar antes dos fatos serem provados”, disse.
Apesar do tom cauteloso, Mourinho garantiu que sua postura mudará caso haja comprovação das acusações. “Se o meu jogador não respeitou estes princípios, que são os meus e do Benfica, a sua carreira comigo chega ao fim. Se for culpado, não voltarei a olhar para ele como tenho olhado”, declarou. O treinador ainda criticou a decisão da Uefa de suspender Prestianni antes da conclusão do caso.
A troca de camisas entre Sidny Cabral e Vini Jr. após a partida também foi tema na coletiva. Mourinho afirmou que o gesto não é criticável, mas poderia ter sido evitado diante da polêmica, classificando a situação como um aprendizado para o elenco.






