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MP desiste de processar Monark em fala sobre permissão para criação de partido nazista

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Da redação

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) desistiu de processar o influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, pelas polêmicas declarações feitas em 2022 durante o podcast Flow. À época, Monark afirmou que “o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido por lei” e que “se o cara quiser ser um anti-judeu, eu acho que ele tinha direito de ser”, durante debate com os deputados Kim Kataguiri (União-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP).

Inicialmente, o MP-SP classificou as falas como discurso de ódio antissemita e havia pedido uma condenação de R$ 4 milhões por danos morais coletivos. No entanto, no dia 31, o promotor Marcelo Otavio Camargo Ramos solicitou à Justiça que a ação fosse julgada improcedente. Para Ramos, as declarações representam uma defesa, embora “equivocada”, da liberdade de expressão, não uma apologia ao nazismo.

Segundo o promotor, Monark repudiou o nazismo durante o episódio, chamando a ideologia de “merda”, “lixo” e “do demônio”. Ele destacou ainda que o debate questionava os limites da liberdade de expressão, sem fazer defesa direta ou exaltação do nazismo.

Monark foi desligado do podcast após a repercussão negativa e, posteriormente, disse estar “muito feliz” com a decisão do MP. “Agradeço à Free Speech Union Brasil por ter me ajudado nessa briga”, afirmou, ressaltando que não houve ataque à comunidade judaica.

Em 2023, Monark voltou ao centro de polêmica ao acusar o ministro do STF, Alexandre de Moraes, de impedir a transparência das urnas. Na ocasião, Moraes determinou o bloqueio das redes sociais do influenciador para impedir a propagação de discurso antidemocrático.