Da redação
O Ministério Público de São Paulo denunciou mais quatro pessoas pelo assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz. As novas denúncias foram apresentadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que ainda não divulgou os nomes dos suspeitos. O UOL tenta confirmar as identidades junto ao MP-SP.
Segundo o Ministério Público, os denunciados poderão responder por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, favorecimento pessoal e participação em organização criminosa armada. Esta é a segunda denúncia relacionada ao caso; em novembro de 2023, outras oito pessoas já haviam sido acusadas formalmente pelo Ministério Público.
De acordo com as investigações, os suspeitos planejaram e executaram o assassinato de Ruy Ferraz, que integrou a Polícia Civil por mais de 40 anos e chefiou a corporação entre 2019 e 2022. Ele era alvo de uma ordem de morte emitida pela liderança do PCC, em retaliação a sua atuação contra a organização criminosa.
O planejamento do crime começou em março de 2023, com o roubo de veículos, aquisição de armas e escolha de imóveis para apoio logístico. No dia do assassinato, a vítima foi emboscada ao sair da Prefeitura de Praia Grande, sendo atingida por dezenas de disparos de fuzil. Em seguida, os criminosos incendiaram um dos carros usados e fugiram.
O Ministério Público destacou que técnicas avançadas de investigação permitiram reconstruir a dinâmica do crime, que envolveu armas de fogo de uso restrito e resultou em duas tentativas de homicídio contra transeuntes atingidos pelos disparos. Um dos suspeitos morreu ao resistir à prisão durante as investigações.







