Da redação
O Governo do Rio de Janeiro já sente os efeitos da corrida eleitoral de 2026, com a expectativa de pelo menos 14 secretários deixando seus cargos até 3 de abril, data-limite para desincompatibilização exigida pela legislação eleitoral. A articulação, liderada pelo governador Cláudio Castro, do PL, aponta para uma ampla reforma no primeiro escalão e atinge setores estratégicos da administração estadual.
Entre os confirmados para a disputa eleitoral está André Moura, secretário de Governo, que deve concorrer ao Senado por Sergipe. No cenário fluminense, Bernardo Rossi, do Meio Ambiente, pretende disputar vaga para deputado federal, enquanto Bruno Dauaire, da Habitação, tentará uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Na área de segurança pública, Marcelo Menezes (Polícia Militar) e Felipe Curi (Polícia Civil) são cotados para disputar vagas de deputado estadual, assim como os titulares das pastas de Trabalho, Turismo e Ciência e Tecnologia, respectivamente Luis Martins, Gustavo Tutuca e Anderson Moraes. Já Gutemberg Fonseca, da Defesa do Consumidor, deve se candidatar a deputado federal. Roberta Barreto, que recentemente deixou a Secretaria de Educação, pode concorrer a deputada estadual.
A sucessão ao governo estadual também se desenha: Douglas Ruas, das Cidades, é tido como pré-candidato ao governo, dependendo do arranjo entre PP, PL e União Brasil. Para vice, os nomes de Rogério Lisboa e Wladimir Garotinho, ambos do PP, são os mais mencionados. Márcio Canella (União Brasil) é cogitado ao Senado, podendo compor chapa com Cláudio Castro.
Fora do executivo, Rosangela Gomes buscará a reeleição como deputada federal. Outra mudança inclui Nicola Miccione, secretário da Casa Civil, que deixará o cargo assim que Castro oficializar sua candidatura ao Senado. Segundo interlocutores, ele também poderá se afastar caso não dispute o mandato-tampão.






