Início Política Mulher de Moraes assume defesa de empresário de mineração Lucas Kallas no...

Mulher de Moraes assume defesa de empresário de mineração Lucas Kallas no STF


Da redação

Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, assumiu a defesa de Lucas Kallas em processo que corre na Corte sobre extração ilegal de minério de ferro. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira (2). O caso chegou ao Supremo após decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, que considerou possível a existência de envolvidos com foro privilegiado.

Lucas Kallas é empresário do ramo de mineração e foi citado pela Polícia Federal em investigação sobre exploração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, área de recuperação ambiental. Segundo o inquérito, a empresa Empabra teria atuado ilegalmente na exploração da mina. A assessoria do empresário afirmou que Kallas foi “indevidamente citado” na apuração, pois teria se afastado da Empabra em 2017, e destacou que ele é assistido desde 2024 pelos escritórios Grimaldi & Rodrigues e Barci de Moraes. Até o momento, não há ação penal instaurada contra ele.

O empresário é sócio da Biomm, empresa de medicamentos, com 8% das ações. O maior investidor individual é Daniel Vorcaro, do Banco Master, que detém 25,86%. Entre os acionistas, está também a BNDESPar, braço de investimento do BNDES. A assessoria ressalta que a Cedro Participações, por meio da qual Kallas investe, é “uma das centenas de acionistas” da companhia, que é de capital aberto.

Além de Viviane, a petição inicial da defesa é assinada por Alexandre Barci de Moraes e Giuliana Barci de Moraes, filhos do ministro Alexandre de Moraes. A atuação de parentes de ministros do STF em processos da Corte tem levantado debates, especialmente após notícia de que o escritório de Viviane foi contratado pelo Banco Master em acordo que poderia render até R$ 129 milhões, conforme o jornal O Globo.

Em agosto de 2023, o STF anulou trecho do Código de Processo Civil e permitiu que juízes atuem em casos relacionados a clientes de parentes. Após a repercussão de episódios envolvendo conflitos de interesse, o presidente do tribunal, Edson Fachin, determinou a elaboração de um Código de Ética, proposta que não teve apoio unânime e levou ao cancelamento de um encontro entre os ministros.