Da redação
Os muros do Centro de Treinamento do Botafogo, no Espaço Lonier, bairro do Camorim, Zona Oeste do Rio de Janeiro, amanheceram pichados nesta sexta-feira (23). As mensagens, de tom agressivo, criticavam diretamente John Textor, controlador da SAF alvinegra, e expressavam insatisfação de parte da torcida com a gestão financeira do clube.
Entre as frases encontradas estavam: “Gringo 71”, “Cadê o dinheiro?”, “Sai do Botafogo”, “John ladrão 171 safado” e “França não te quer, Brasil também”. As pichações também citavam a venda de jogadores e a participação do clube no Super Mundial, reforçando a cobrança por mais investimentos no elenco principal.
O protesto ocorre em meio a dificuldades do Botafogo para equilibrar as contas e reforçar o plantel, mesmo após vendas importantes no mercado. Torcedores questionam a falta de retorno esportivo e a aplicação dos recursos arrecadados.
Até o momento, o clube não informou se já removeu as mensagens nem confirmou investigações para identificar os autores das pichações. Além disso, torcidas organizadas marcaram protesto para este sábado (24), às 16h, no Estádio Nilton Santos, antes de Botafogo x Bangu pelo Campeonato Carioca.
Para agravar o cenário, o Botafogo enfrenta um transfer ban da Fifa devido à dívida com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada, o que impede o registro de novos jogadores. Caso o problema não seja resolvido até o fim da janela nacional, em 3 de março, reforços como Riquelme, Ythallo, Wallace Davi e Lucas Villalba, que já treinam com o elenco, deverão ser emprestados.





