Da redação
Os jardins do Museu da República, na zona sul do Rio de Janeiro, receberão um novo prédio para sediar o Museu do Folclore Edison Carneiro. O acordo foi formalizado nesta sexta-feira (13) entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), responsável pelo museu de folclore, e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), gestor do Museu da República.
O anúncio ocorreu juntamente com a inauguração de um mural em homenagem a Edison Carneiro, no Catete. A nova unidade será construída em uma área do jardim ao lado do Museu do Folclore, integrando as unidades do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). O espaço guardará a reserva técnica, ampliará áreas de pesquisa e contará com auditório e programa educativo.
Segundo o presidente do Iphan, Leandro Grass, o investimento em obras e reforma deve variar entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A expectativa é que a licitação seja concluída ainda este ano. “Vamos expandir tanto o museu quanto a reserva técnica, colocar à disposição da população e dos pesquisadores, e dar amplitude ao que já é oferecido hoje”, afirmou Grass.
O diretor do CNFCP, Rafael Barros, ressaltou que a nova estrutura responde a uma demanda de 20 anos. A reserva atual possui mais de 20 mil objetos, sendo a maior do país em cultura popular, mas carece de condições adequadas. Com a obra, espera-se triplicar a área para o acervo, além de permitir visitas e pesquisas. “Nossa ideia é que tenha paredes de vidro, para que o público, os moradores, os turistas, todas as pessoas que circulam pelo Museu da República, possam também conhecer e visualizar esse acervo”, explicou Barros.
A presidenta do Ibram, Fernanda Castro, enfatizou que o projeto assegura o acesso ao patrimônio popular brasileiro. O CNFCP, fundado no fim da década de 1950 e ligado ao Iphan, abriga 17 mil objetos, 200 mil documentos e funciona todos os dias, exceto às segundas-feiras, das 11h às 17h, na Rua do Catete, 179.






