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Na saída de Castro, orçamento da segurança do RJ tem queda inédita em seu governo


Da redação

O governo do Rio de Janeiro, sob comando de Cláudio Castro desde o fim de 2020, prevê para 2026 o primeiro corte no orçamento da segurança pública desde o início da gestão. Após cinco anos de aumentos, os recursos destinados ao setor cairão de R$ 19,4 bilhões em 2025 para R$ 19,1 bilhões no ano seguinte, uma diminuição nominal de 1,5%. Considerando a inflação estimada para 2025, de 4,26%, a redução é ainda mais significativa em termos reais.

A redução ocorre no último orçamento elaborado por Castro antes de deixar o cargo, previsto para após o Carnaval, quando deve se lançar como candidato ao Senado. Entre 2021 e 2025, o orçamento da segurança pública avançou de R$ 11,9 bilhões para R$ 19,4 bilhões, totalizando um aumento de 63%, sempre acima da inflação do período.

O novo cenário reflete uma pressão crescente sobre as contas do estado. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, sancionada em janeiro, já apontava para um déficit de R$ 14,6 bilhões. Mesmo assim, a segurança pública permaneceu como a área com mais recursos previstos, à frente da Saúde e da Educação, com R$ 19,45 bilhões.

Para 2026, a LOA aprofunda o desequilíbrio fiscal, com previsão de déficit de R$ 18,93 bilhões. Nesse contexto, o orçamento da segurança pública caiu para R$ 19,1 bilhões, enquanto Saúde e Educação receberam aumentos nominais, chegando a R$ 13,5 bilhões e R$ 10,8 bilhões, respectivamente.

A queda no orçamento da principal bandeira de Cláudio Castro marca uma mudança de rumo após anos de expansão, em meio ao agravamento da situação fiscal do Estado do Rio de Janeiro.