“Na Secretaria de Cultura, o governo antecessor não recebia ninguém”, comenta Pepa

Da redação do Conectado ao Poder

Governo Ibaneis Rocha mostrou respeito à classe artística

O deputado distrital eleito Pepa (PP), foi entrevistado pelo jornalista Sandro Gianelli, no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, e comentou sobre sua atuação na área cultural. O Conectado ao poder vai ao ar toda quarta-feira, às 23h, na TV Cultura, canal 5.1.

Pepa defende que a cultura chegue nos mais diversos locais. “Eu brigo muito para que a cultura seja descentralizada, que ela chegue na ponta. Uma vez, quando eu era gerente cultural, eu tive o desafio de pegar o projeto Um Piano Pela Estrada, do pianista Arthur Moreira Lima, que é música clássica, mais ligada à elite, e levar para o Arapoanga. Fui muito criticado, mas deu certo, panfletamos por 15 dias, para ter público. Isso que deve ser feito, a comunidade precisa consumir cultura”, disse.

Gianelli perguntou sobre a progressividade do meio. “Você defende o empoderamento dos diretores de cultura?”, questionou. O deputado eleito é a favor, mas com efetividade. “Sim, a partir do momento em que eles façam. Na minha época, eu nunca trabalhei com emenda parlamentar e sim com o Quadro de Detalhamento de Despesa (QDD), mas sempre com planejamento. Era o recurso que vinha direto para a área e era pequeno”, contou Pepa.

Quando gerente de cultura de Planaltina, de 2007 a 2010, Pepa idealizou o projeto Cultura Viva, para desburocratizar ainda mais o meio. “Foi a oportunidade de deixar a minha marca, o meu trabalho, dentro de uma cidade. Não havia estrutura grande, mas eu sempre tive a minha estrutura, eu sempre tive um equipamento de som, e os artistas da cidade me conheciam, fomos, então, criando o projeto, primeiro no auditório, com artes cênicas, música, dança, cultura popular e depois levamos para a praça, formando o Cultura Viva na Praça, com palco, iluminação e som de médio porte, além de dois banheiros e tenda, sempre trabalhando no QDD. Eram pessoas de várias regiões, como Vale do Amanhecer e Buritis IV”, explicou. 

Sandro Gianelli fala sobre a valorização. “Muito bacana, porque dá a oportunidade do artista local se apresentar para a família e vizinhos”, destacou. “Isso é vivenciar a realidade das pessoas dando a oportunidade. Melhora a autoestima, além de unir a comunidade”, expressa Pepa.

A iniciativa se expandiu, também, para escolas e área rural, na caça de novos talentos, o que possibilitou a criação de Encontros Culturais, que serviu como piloto dentro da Secretaria de Cultura, se expandindo para outras cidades.

Pepa mencionou as mudanças realizadas, combatendo mazelas do governo passado. “O segmento cultural merece respeito. Acho que poucos fizeram o caminho que eu fiz, pois na década de 90 fui encarregado de cultura, em 2000 gerente, em 2019 viro subsecretário de cultura, onde nós tínhamos uma Secretaria com corpo que veio todo do nível federal, sendo eu o único do DF. Nós mudamos o atendimento, eu estava pronto, tinha uma pessoa só para receber, ao invés de passar por uma burocracia através de e-mail, fizemos algo respeitoso, executamos vários projetos que muitas vezes não tinham capacidade técnica. Na Secretaria de Cultura, o governo antecessor não recebia ninguém, nós mudamos o tratamento com o artista”, esclareceu.