
A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao jornal O Globo, na última sexta-feira (05), gerou controvérsias ao acusar, sem apresentar provas, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, de participar de um suposto ‘pacto’ com o ex-presidente Jair Bolsonaro e as forças policiais do DF. Lula afirmou que tal pacto teria conexão com os eventos de 12 de dezembro e a subsequente invasão da sede dos Três Poderes em 8 de janeiro.
Apesar das alegações, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Congresso Nacional, a CPI da Câmara Legislativa do Distrito Federal e a Procuradoria Geral da República (PGR) não encontraram evidências do envolvimento de Ibaneis nos incidentes. Diante da falta de provas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teve de reintegrar Ibaneis ao cargo de governador, do qual fora afastado monocraticamente por 66 dias, gerando insegurança jurídica e política em um ente federativo autônomo.
A acusação de Lula, desprovida de embasamento, levanta questionamentos sobre sua motivação, sugerindo uma tentativa de ressuscitar seu partido, que enfrenta declínio há mais de uma década no Distrito Federal. Ao contrário, Ibaneis mantém alta popularidade na região, conforme indicam pesquisas de opinião ao longo de 2023.
Em entrevista ao Metrópoles, a governadora em exercício, Celina Leão (PP), afirmou que a ideia era tirar Ibaneis e ela na intervenção do 08/01/2023.
Em uma rede social, o ex-deputado distrital Delmasso afirmou que Lula faz ilações levianas em relação à Ibaneis. “Triste a declaração do presidente Lula que havia um ‘pacto’ entre o governador Ibaneis e o ex-presidente Bolsonaro. O governador Ibaneis é um entusiasta da democracia e acima de tudo sempre respeitou as instituições democráticas! Quem diz o contrário faz ilações levianas”, disse Delmasso.
O ‘Dia Nacional da Resistência Democrática’, criado para lembrar anualmente o 8 de janeiro e preservar a memória dos eventos históricos, parece ter sido desvirtuado, transformando-se em uma bandeira ideológica do PT, em vez de representar um sentimento de Estado, como inicialmente proposto.



