Da redação
O ano de 2026 será decisivo para a democracia global, com uma série de eleições marcantes em diversos continentes. O Brasil está no centro desse cenário, com eleições gerais programadas para 4 de outubro, que definirão o novo presidente da República, além de renovar o Congresso Nacional e governos estaduais. O contexto nacional reflete preocupações como inflação, polarização política e impacto internacional dos resultados.
No ambiente internacional, os Estados Unidos realizam suas eleições intercalares em 3 de novembro, consideradas um termômetro do segundo mandato de Donald Trump. Serão renovados todos os membros da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. Historicamente, esse tipo de disputa tende a enfraquecer o partido do presidente e pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso.
Na Europa, a Hungria irá às urnas em abril para eleições parlamentares que testarão a popularidade do primeiro-ministro Viktor Orbán, que está no poder há mais de dez anos. A Suécia promove eleições legislativas em clima de debates sobre segurança, imigração e energia, com pesquisas apontando vantagem inicial da oposição social-democrata.
Na América Latina, a eleição presidencial na Colômbia está marcada para maio diante de forte instabilidade política. Com o presidente Gustavo Petro impedido de concorrer à reeleição, o pleito promete disputa acirrada entre candidatos de esquerda e direita, devendo ir para o segundo turno. Israel também vai às urnas em outubro, em meio à guerra na Faixa de Gaza e a processos contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
O calendário eleitoral de 2026 inclui ainda Bangladesh, que busca consolidar uma transição democrática após protestos, e Portugal, que abre o ciclo em janeiro com eleições presidenciais. O ano será crucial para definir não só políticas internas, mas também o papel do Brasil e de outros países em um contexto global cada vez mais instável.




