Da redação
Engenheiros do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Maryland (EUA), iniciaram a construção e os primeiros testes do Dragonfly, veículo robótico da NASA que será enviado a Titã, maior lua de Saturno. O lançamento da missão está previsto para 2028 e representa um novo avanço na exploração de mundos distantes do Sistema Solar.
Coordenadora do projeto, Elizabeth Turtle destacou, em comunicado, que esta fase marca o início da montagem do sistema de voo da espaçonave. Segundo ela, ver anos de planejamento se transformarem em um veículo real é um dos momentos mais importantes da missão.
Com tamanho semelhante ao de um carro, o Dragonfly funcionará como um grande drone científico, equipado com múltiplos rotores. Ele foi projetado para voar na atmosfera de Titã, pousar em diferentes regiões e coletar dados diretamente da superfície. Diferente do helicóptero Ingenuity, que operou em Marte entre 2021 e 2024 usando energia solar, o Dragonfly terá alimentação por sistema nuclear, permitindo operação prolongada em ambientes de baixa luminosidade.
O projeto Dragonfly tem custo estimado em US$ 3,35 bilhões, valor muito superior aos cerca de US$ 85 milhões gastos no Ingenuity, que era apenas um demonstrador tecnológico. Nos próximos anos, engenheiros seguirão com testes do módulo eletrônico da espaçonave, considerado o “cérebro” do sistema, responsável por navegação, orientação e processamento de dados.
A missão pretende estudar a química, a geologia e a atmosfera de Titã, considerado pelos cientistas um ambiente com potencial para desvendar processos químicos semelhantes aos da Terra primitiva. Até então, apenas a sonda Huygens, da Agência Espacial Europeia, havia pousado em Titã em 2005. O Dragonfly deverá ser lançado do Centro Espacial Kennedy, a bordo de um foguete Falcon Heavy da SpaceX, após nova rodada de avaliações técnicas a partir de 2027.







