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NASA proíbe Boeing de lançar Starliner após fracasso com astronautas "presos" no espaço


Da redação

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (19), a NASA divulgou o relatório final sobre o voo de teste tripulado da Boeing CST-100 Starliner, realizado em junho de 2024 e marcado por problemas que deixaram dois astronautas “presos” na órbita. A investigação, finalizada em novembro de 2025, identificou falhas técnicas e culturais graves e levou à suspensão temporária dos voos da Starliner.

Segundo o administrador da NASA, Jared Isaacman, “o Boeing Starliner enfrentou desafios ao longo de suas missões não tripuladas e, mais recentemente, na missão tripulada”. Ele destacou a necessidade de “transparência radical” sobre acertos e erros, frisando: “Temos que assumir nossos erros e garantir que eles nunca mais aconteçam”.

O voo, lançado em 5 de junho de 2024, deveria durar até 14 dias, mas anomalias no sistema de propulsão prolongaram a estadia da tripulação para 93 dias. Após testes em solo, a NASA decidiu trazer a cápsula Starliner de volta vazia. Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams só retornaram à Terra em março de 2025, com a Crew Dragon da SpaceX.

A investigação, que começou em fevereiro de 2025, apontou falhas combinadas de hardware e processos, além de erros de liderança e fatores culturais. Isaacman admitiu influência dos objetivos programáticos: “Está claro que a NASA permitiu que os objetivos de ter dois provedores de transporte de astronautas influenciassem decisões de engenharia e operacionais”. O incidente foi classificado como “Tipo A”, a categoria mais grave para acidentes da agência.

A NASA informou que está implementando ações corretivas e continuará trabalhando junto à Boeing antes de autorizar novos voos. O cronograma da Starliner, que previa uma missão de carga em abril e outra tripulada no fim do ano, está indefinido diante das conclusões do relatório.