Da redação
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que pretende tornar o país independente da ajuda militar americana em até dez anos. A declaração foi feita em entrevista à revista The Economist, publicada nesta sexta-feira (9).
Atualmente, Israel recebe cerca de 3,8 bilhões de dólares anuais dos Estados Unidos para a compra de armamentos, conforme acordo firmado em 2016, que entrou em vigor em 2019 e é válido até 2028. Desde sua fundação em 1948, o país já recebeu mais de 300 bilhões de dólares em ajuda militar e econômica dos EUA, segundo o Council on Foreign Relations.
“Durante a minha visita ao presidente [Donald] Trump, disse a ele que apreciamos profundamente a ajuda militar que os Estados Unidos nos ofereceram ao longo dos anos”, declarou Netanyahu. Ele ressaltou, ainda, que Israel “alcançou a maturidade, desenvolveu capacidades extraordinárias e sua economia alcançará em breve, em questão de uma década, o trilhão de dólares”, completou.
Segundo o premiê, a intenção é reduzir progressivamente a ajuda militar americana nos próximos anos. A declaração ocorre em meio à guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza, cenário em que Washington aprovou a venda de equipamentos militares ao país aliado.
Netanyahu já havia sugerido anteriormente que Israel precisaria “se desacostumar” com a ajuda dos EUA, especialmente após tensões diplomáticas em maio. Em setembro, o líder israelense afirmou que o país deveria adotar uma abordagem de “super-Esparta”, enfatizando depois que buscava maior autossuficiência da indústria de defesa para evitar eventuais problemas de abastecimento.






