Da redação
A atriz Paolla Oliveira se manifestou nas redes sociais neste domingo (8/3), Dia Internacional da Mulher, pedindo o fim da violência contra a mulher. Em sua publicação, Paolla relembrou casos recentes de brutalidade que chocaram o país e alertou para comportamentos da sociedade que contribuem para a normalização do abuso e agressão contra meninas e mulheres.
“Com a imagem de uma mulher sendo arrastada de baixo de um carro, 15 facadas no rosto de uma garota que ousou dizer ‘não’. O grito de uma mãe 18 vezes na frente de uma câmera pedindo por justiça, sendo que ninguém na verdade parou para escutar”, relatou a atriz, destacando a indignação e a sensação de impotência diante desses crimes.
Paolla apontou que a perpetuação da violência é resultado de atitudes cotidianas: “Esse homem não apareceu de nada, ele foi ensinado por cada um que contou uma piada estúpida. Aquele que passou a mão, que forçou e achou que tava tudo bem, foi aceito por amigos que acharam engraçado, normalizado por todos, aqueles que ficaram em silêncio, educado por uma escola que nunca falou a respeito. Recontratado por uma empresa que preferiu não saber, absolvido por uma sociedade que ainda acha que amor e posse são a mesma coisa”.
A atriz ressaltou que o sistema de justiça reflete a mesma cultura que produz agressores: “O sistema que julga foi criado na mesma cultura que produziu esse homem, esse homem que viola, que acredita, que mata. Ele é resultado de tudo que se normalizou”.
Por fim, Paolla lamentou o alto índice de feminicídios no Brasil: “Enquanto a gente sobrevive, quatro de nós, por dia, não conseguem”. Ela concluiu: “Se fôssemos respeitadas, 8 de março não existiria. Enquanto a gente tenta sobreviver a tantas coisas terríveis, todos os dias 4 de nós simplesmente não conseguem”.







