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No Teatro Sesc Paulo Gracindo, menina realiza sonho de assistir espetáculo de dança

Moradora de Valparaíso de Goiás, Priscila, de 15 anos, esbarrou em várias dificuldades para acessar um teatro. Mas o destino colocou em seu caminho a professora Mari, que a levou para assistir “O Labirinto de Vidro”, realizado com o apoio do Sesc+Cultura

Priscila Brilhante Pereira tem 15 anos e adora dançar. Embora sempre tenha tido curiosidade de ir a um espetáculo de dança, nunca havia tido essa oportunidade. Mas a história da menina ganhou um novo capítulo no dia 21 de março. Pela primeira vez ela entrou em um teatro: o Paulo Gracindo, do Sesc Gama, onde assistiu ao espetáculo “O Labirinto de Vidro”, do Grupo Pele.

A oportunidade veio de um convite da professora de dança Mari Paz. Ela estava animada com a oportunidade de levar ao teatro não só Priscila, mas também outros de seus estudantes, que também nunca haviam ido ao teatro. “É muito bacana ter esse tipo de iniciativa de facilitar o acesso das pessoas ao teatro. Eu, como professora de dança, tenho certeza disso, e hoje estou trazendo algumas alunas ao espetáculo”, disse.

Moradora de Valparaíso de Goiás, município que fica a quase 40 quilômetros da capital federal, Priscila conta que sempre quis ir a um espetáculo de dança, “mas sempre foi difícil”. “É longe. Normalmente os teatros ficam em Brasília”, explica. Quando a oportunidade enfim chegou, ela não titubeou. Foi uma das primeiras a entrar no teatro e escolheu um lugar bem perto do palco. “Eu quero muito aprender com eles”, disse minutos antes de o espetáculo começar.

No palco, os bailarinos Carlos Guerreiro e Catherine Zilá conduziram o público por uma coreografia que mescla dança contemporânea, acrobacia de solo e tecido aéreo. A performance revisitou momentos de angústia, tristeza, raiva e esperança, inspirada nas inquietações do período de isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19.

“O Labirinto de Vidro” foi a última das quatro montagens do projeto Pele em Curso, que ao longo de um ano circulou por diversas cidades do Distrito Federal, quase sempre nos palcos do Sesc-DF. A proposta foi viabilizada pelo programa Sesc+Cultura, que oferece isenção total da taxa de cessão de uso dos espaços culturais da instituição.

Cerca de uma hora após o início da sessão, a luz do teatro Paulo Gracindo se acendeu. Priscila voltou para Valparaíso de Goiás levando não só a lembrança de um espetáculo que convida à reflexão sobre medos, angústias, limites. A partir daquela experiência, a menina teve a certeza de que a dança é, de fato, uma paixão sua – e a arte deve ser para todo mundo.

Fonte: Sesc-DF