Comércio passa a se adaptar às novas exigências do cliente

Da redação

Os serviços de delivery e take-out chegaram para ficar, mas outras formas de atendimento devem ser implantadas em breve

Para que a reabertura do comércio ocorresse de forma consciente no Distrito Federal foi preciso que os empresários adotassem diversas medidas de segurança e higiene, como distanciamento das mesas, aferição da temperatura de clientes e trabalhadores, entre outros. Tudo com vistas a frear a disseminação do novo coronavírus. No entanto, novas metodologias de atendimento chegaram para ficar. E não foi apenas o fortalecimento do delivery e do take-out (pegue e leve, em tradução direta).

De acordo com Eduardo Martins, um dos idealizadores do aplicativo Eatiz, além de o cliente entrar e usar a plataforma para pedir comida e produtos, ele quer evitar filas, então “é preciso que a ferramenta ofereça isso a ele”. Segundo explica o empreendedor durante entrevista ao Programa Conectado ao Poder, da TV União, dentro do aplicativo vai ter uma possibilidade de ele escolher sua hora de chegada, para que não fique exposto do lado de fora. “O segmento da alimentação vai voltar a crescer, mas a tecnologia precisa acelerar isso”, pondera.

“A principal mensagem de uma ferramenta dessa é: numa pandemia, o nível de exigência de protocolo sanitário e do conforto do cliente aumentou. O estabelecimento precisa estar pronto para atender clientes com novas demandas. É preciso repensar estratégias, por exemplo, o rearranjo da força de trabalho”, finaliza.

Na opinião de Arthur Reis, gestor da plataforma Ofertar, voltada para o gerenciamento de restaurantes, bares, lanchonetes e similares, a partir de agora, passa a conhecer melhor o perfil do cliente. “Isso permite um atendimento mais direcionado. É como se fosse uma consultoria na palma da mão”, acredita.

O dono do Doma Rooftop, Márcio Barreiro, reabriu seu estabelecimento e já se readaptou às novas formas de servir. Ele implantou o cardápio via QR Code, para que ninguém tenha contato com o material físico. Justamente para não possibilitar o contágio pela Covid-19. “Aos poucos, as pessoas vão começar a voltar para as ruas. Elas ficaram muito tempo em casa. Precisamos estar prontos para esse retorno”, alerta.

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