Da redação
O escritor Benjamin Moser, vencedor do prêmio Pulitzer e autor das biografias “Clarice, uma biografia” e “Sontag”, lança em 23 de abril, pela Companhia das Letras, “O mundo de ponta-cabeça”. No novo livro, Moser propõe um ensaio literário e visual que parte da pintura holandesa do século XVII para discutir questões fundamentais da história da arte.
A obra explora o legado de artistas como Rembrandt, Vermeer e Frans Hals, investigando temas como a motivação para a criação artística, a percepção de beleza e o significado de ser um artista. Moser percorre tanto nomes consagrados quanto pintores quase esquecidos ao longo dos séculos.
Sua relação com o universo da arte holandesa remonta à juventude, quando, aos 25 anos, mudou-se para a Holanda sem dominar o idioma e em processo de reconstrução de vida. Entre cidades como Haarlem, Delft e Amsterdã, passou a frequentar museus, inicialmente movido pela curiosidade, depois por devoção.
Diante das telas da chamada Idade de Ouro holandesa, Moser encontrou um espelho para suas inquietações pessoais e intelectuais, reconhecendo ali um legado artístico monumental. No livro, ele questiona se o talento é nato ou pode ser desenvolvido, se a originalidade é uma obrigação dos artistas e qual a responsabilidade destes diante da sociedade e de si mesmos.
“O mundo de ponta-cabeça” chega ao Brasil propondo ao leitor uma reflexão profunda sobre a criação artística e seu papel ao longo da história. O lançamento é aguardado para o dia 23 de abril, pela Companhia das Letras.






