Início Distrito Federal Novo reajuste à vista para tarifas de passagem do Entorno 

Novo reajuste à vista para tarifas de passagem do Entorno 

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Da redação

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou ao Jornal de Brasília a possibilidade de novo aumento nas tarifas do transporte público entre o Entorno do Distrito Federal e Brasília ainda em fevereiro. Segundo a ANTT, o percentual e a nova tabela ainda não foram definidos, e o processo de reajuste está em análise. Em algumas cidades da região, as tarifas já superam R$ 10,00.

O último reajuste, de 2,9%, ocorreu em 23 de setembro de 2023. Passageiros que dependem do transporte lamentam a possibilidade de novo aumento. Kauan de Sousa, 21 anos, morador do Jardim ABC, em Cidade Ocidental, paga atualmente R$ 8,65 por trecho para trabalhar como ajudante de pedreiro em Brasília. “Já está bem caro. Fiquei sabendo que vão aumentar ainda mais. Para quem trabalha, acorda cedo, é bem desgastante”, relatou.

De acordo com o Anuário Estatístico da ANTT, 97% dos passageiros do transporte interestadual semiurbano em 2024 percorrem o trajeto entre DF e Entorno. Foram 49 milhões de embarques no ano. Rafaela de Jesus, 29 anos, moradora de Valparaíso de Goiás e atendente de telemarketing no DF, destaca que o auxílio-transporte nem sempre cobre todos os custos: “Às vezes precisamos tirar do salário. Isso acaba pesando bem mais no bolso”.

A criação de um consórcio interfederativo entre DF, Goiás e União é discutida desde 2024 para gestão conjunta do transporte, afirmou Cristian Viana, secretário do Entorno. Após a ANTT desistir de participar, DF e Goiás avançaram em uma minuta de protocolo, em análise desde o fim do ano passado. Ainda não há resposta do governo goiano sobre o andamento do processo.

Com o consórcio, segundo Viana, está previsto o subsídio direto na tarifa pelo DF e Goiás. Isso permitiria redução do preço final para o usuário, que hoje arca integralmente com o custo do transporte. Juan Pablo, 20 anos, militar de Planaltina de Goiás, paga R$ 11,35 por viagem: “A maior parte do salário vai para o transporte, mas não há o que fazer”, afirmou.