Da redação
O número de jovens empreendedores com até 29 anos atingiu 4,9 milhões em 2024, ante 3,9 milhões em 2012, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No Distrito Federal, há 51,3 mil jovens nessa faixa etária. Entre eles, 65,3% atuam em serviços, 16,3% em construção civil e 11,8% no comércio.
De acordo com o Sebrae, a maioria desses empreendimentos consegue se manter além dos dois primeiros anos: 55,3% estão ativos há pelo menos esse tempo. O gerente da Assessoria de Políticas Públicas e Ecossistemas de Negócios do Sebrae, Jorge Adriano, afirma que o aumento do empreendedorismo jovem se deve ao domínio de tecnologia, uso de redes sociais e busca por autonomia e crescimento profissional.
Poliany Villa Real, 28 anos, criou a confeitaria Poli Real há três anos e destaca que o principal desafio é precificar corretamente. Começou com investimento de R$ 500, trabalhando inicialmente em casa, e chegou a um faturamento inicial de R$ 6 mil, atendendo principalmente festas e casamentos. Encara uma rotina intensa de trabalho e busca ampliar seu negócio para um espaço próprio.
Guilherme Enzo Taya Nakanishi, 29 anos, cofundou a produtora audiovisual CRIAmov, que também atua com capacitação de pessoas. Ele relata que o maior investimento foi em conhecimento e tempo. Entre as dificuldades, cita a formação de equipe qualificada e decisões técnicas. A CRIAmov expandiu para novas áreas, incluindo a escola BELA07 e a Agência Suco, voltadas ao desenvolvimento de talentos.





