Da redação
A cobertura da profilaxia pré-exposição (PrEP) ao HIV no Distrito Federal triplicou em três anos, passando de 3,39 em 2023 para 10,26 em fevereiro deste ano, segundo o Ministério da Saúde. O aumento reflete a efetividade das ações do Governo do DF para ampliar o acesso ao medicamento, que previne a infecção pelo HIV.
Atualmente, o tratamento preventivo é oferecido gratuitamente e de forma confidencial em 26 pontos de atendimento, incluindo mais de 20 unidades básicas de saúde em regiões como Ceilândia, Gama, Águas Claras, Planaltina e Sobradinho, além do Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) e outras policlínicas. Desde o início da oferta, em 2018, até fevereiro de 2024, 7.646 pessoas iniciaram a PrEP, sendo que 5.654 receberam o medicamento nos últimos 12 meses e 1.522 descontinuaram o uso.
O Ministério da Saúde utiliza a razão PrEP, que indica o número de pessoas em uso para cada novo caso de HIV, com meta mínima de 3,0. No DF, a descentralização do acesso para a Atenção Primária à Saúde e a capacitação de enfermeiros e farmacêuticos para prescrição da PrEP contribuíram para os resultados. Em 2025, a estratégia também passou a ser ofertada diretamente no sistema prisional.
Camila Damasceno, técnica distrital em Medicina de Família e Comunidade, destacou que o DF é referência nacional e serve de exemplo ao Ministério da Saúde. “A ampliação do acesso deve reduzir novos casos de HIV, como já ocorreu em São Paulo, onde houve queda de cerca de 45% em menos de dez anos”, afirmou. A PrEP reduz em mais de 90% o risco de infecção se usada corretamente.
O perfil dos usuários da PrEP no DF é majoritariamente de gays e homens que fazem sexo com homens (89,6%), com idade entre 30 e 39 anos (45,8%), autodeclarados brancos (50%) e escolaridade de 12 anos ou mais. Adolescentes a partir de 15 anos e 35 kg também podem acessar a PrEP sem necessidade de autorização dos pais, após avaliação médica.






