Início Política Nunes Marques assume TSE com expectativa de atuação discreta e pouco protagonismo

Nunes Marques assume TSE com expectativa de atuação discreta e pouco protagonismo


Da redação

Kassio Nunes Marques toma posse nesta terça-feira, 12, na presidência do Tribunal Superior Eleitoral. A cerimônia ocorre em Brasília e a expectativa, segundo interlocutores, é de atuação discreta à frente do TSE, com o ministro buscando atravessar o período até 2026 sem grandes traumas para a instituição.

Entre integrantes do meio jurídico, predomina a avaliação de que Nunes Marques apresenta “baixas pretensões” e que “já chegou longe demais” em sua carreira. Reservado, ele costuma evitar confrontos e manifestações públicas de protagonismo, preferindo a liturgia e os ritos do poder aos holofotes.

O ministro demonstra desconforto diante do ambiente de pressão intensificado em Brasília após a investigação envolvendo o Banco Master. A proximidade com Ciro Nogueira, alvo de recente operação, e a relação com Jhonatan de Jesus, do Tribunal de Contas da União, ampliaram o incômodo. Também pesam revelações sobre repasses do banco ao filho de Nunes Marques.

Conforme apurado, Nunes Marques tende a adotar postura intermediária na presidência do TSE, evitando polarizações. Ele busca sinalizar ao bolsonarismo sem confrontar diretamente o ministro Alexandre de Moraes. O ministro é reconhecido no meio jurídico pelo pragmatismo demonstrado em sua trajetória.

A atuação de Nunes Marques não deve ser marcada por voluntarismo ou protagonismo político. Segundo interlocutores, a tendência é evitar conflitos eleitorais até outubro, mantendo perfil discreto e priorizando a própria sobrevivência política. Ele é visto como alguém com desenvoltura nos tribunais superiores e aguçado senso de preservação.

Nunes Marques foi nomeado para o Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro durante a pandemia e, anteriormente, indicado para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região por Dilma Rousseff. No cenário atual, é considerado pelo meio jurídico como o presidente possível para o TSE em 2026.