Da redação
Consumidores de cerveja passaram a encontrar versões da bebida com adição de proteína, alternativa que oferece maior valor nutricional, segundo Fernando Castro, nutricionista. O especialista ressalta, porém, que a presença do macronutriente não transforma automaticamente o produto em opção saudável ou de consumo livre de restrições.
Castro explica que a proteína torna a bebida mais interessante do ponto de vista nutricional, principalmente nas versões sem álcool, facilitando o complemento diário de ingestão desse nutriente. No entanto, ele lembra que cada pessoa tem uma necessidade proteica individual e que o consumo deve ser ajustado de acordo com essa demanda.
O nutricionista destaca a importância de avaliar outros componentes da cerveja, como valor energético, carboidratos e ingredientes adicionais. Em versões alcoólicas, segundo Castro, o consumidor deve ter atenção redobrada: “O álcool pode aumentar a produção de urina e favorecer a perda de líquidos. Ao mesmo tempo, o aumento da ingestão de proteína eleva a demanda de filtração renal.”
Castro afirma que a proteína não neutraliza os efeitos do álcool, tampouco torna a bebida indicada para hidratação ou saúde. Ele alerta ainda que, embora a elevação da proteína não represente necessariamente risco renal imediato, implica aumento da carga de trabalho dos rins. Mesmo nas opções sem álcool, recomenda atenção à quantidade total ingerida.




