Da redação
Órgãos oficiais, ONGs e protetores independentes do Distrito Federal atuam constantemente no resgate de cães em situação de vulnerabilidade. A Gerência de Vigilância Ambiental de Zoonoses da Secretaria de Saúde (SES-DF) oferece atualmente 17 cães para adoção. Os animais foram resgatados em janeiro de 2025 de uma casa na Candangolândia, onde uma idosa mantinha mais de 120 bichos. Todos estão vacinados, vermifugados, castrados, com coleira repelente e microchipados.
Para adotar, é necessário ser maior de idade, apresentar documento de identificação e assinar um termo de responsabilidade na sede da Zoonoses, no Setor de Habitações Coletivas Noroeste. Uma visita guiada permite ao adotante conhecer o temperamento dos cães disponíveis e escolher o mais compatível com seu perfil. Entre eles, destacam-se Candy, cadela dócil e brincalhona de três anos, e Pituco, cão ativo de pouco mais de um ano.
Segundo a médica-veterinária Andressa Jalyne, a adoção não é a principal função da Zoonoses, cujo foco é o controle de doenças infecciosas. Os pets só são abrigados mediante ordem judicial, como em casos comprovados de maus-tratos, e não apresentam suspeita de doenças graves. O órgão também oferece vacinação antirrábica, exames para leishmaniose e coleta de animais mortos ou feridos.
No campo independente, Jana Beraldo, 35 anos, atua desde 2021 no resgate e divulgação de pets por meio do Projeto Animalis, no Instagram. Ela já cuidou de 170 animais, promovendo 120 adoções, e atualmente mantém cinco gatos e 25 cães em lares temporários. Jana defende que a responsabilidade de proteger animais deve ser coletiva: “Qualquer um pode ser um protetor, mesmo que seja de apenas um animal.”
A superlotação é um desafio comum. Andreia Maia, do abrigo Arca de Noé, em Planaltina-DF, cuida de cerca de 400 animais e relata o abandono frequente nas portas do local. “A cada seis adoções, oito pets são abandonados”, lamenta, destacando as dificuldades de acolhimento e a necessidade de mais voluntários.





