O que os últimos constituintes do Congresso farão nas eleições de 2026


Da redação

Quase 40 anos após a promulgação da Constituição de 1988, restam poucos parlamentares da Assembleia Nacional Constituinte em atividade no Congresso. Eleitos em 1986, esses políticos atravessaram a redemocratização, crises institucionais e mudanças partidárias, integrando hoje a 57ª Legislatura, em um Parlamento bastante diferente daquele do fim da ditadura militar.

Para as eleições de 2026, o grupo se divide entre tentativas de continuidade, novas candidaturas e aposentadoria. No Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) tentará a reeleição. Caso vença, chegará ao quinto mandato consecutivo e será recordista em mandatos contínuos na Casa, já presidida por ele três vezes. Renan preside atualmente a Comissão de Assuntos Econômicos e relatou o projeto que isentou do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil.

Benedita da Silva (PT-RJ), atualmente deputada federal, planeja disputar uma vaga no Senado, cargo que ocupou no início dos anos 2000. Figura simbólica da Constituinte, especialmente nas pautas sociais, Benedita ganhou destaque recentemente ao discutir nas redes sociais com Hugo Motta (Republicanos-PB) sobre a assinatura da Carta Magna.

Na Câmara, Lídice da Mata (PSB-BA) e Sérgio Brito (PSD-BA), ambos baianos e ex-constituintes, pretendem buscar a reeleição, após trajetórias com interrupções no Legislativo. Já Aécio Neves (PSDB-MG), deputado federal desde a Constituinte, ainda não definiu o futuro político, sendo cogitado para o governo de Minas ou novo mandato na Câmara.

Paulo Paim (PT-RS), senador desde 2003, será o único do grupo a se despedir das eleições em 2026. Reconhecido pela atuação em direitos trabalhistas e humanos, Paim afirmou que seguirá na vida pública, agora focado na formação de novas lideranças: “Acredito na renovação e quero me dedicar a isso. Não vou concorrer, mas não vou abandonar a vida pública”, disse ao PlatôBR.