Início Política O que pode encerrar a licença do ex-chanceler Ernesto Araújo

O que pode encerrar a licença do ex-chanceler Ernesto Araújo

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Da redação

O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo está em licença extraordinária da carreira diplomática desde 15 de julho de 2022. Araújo reside atualmente no Cairo, acompanhando a esposa, Maria Eduarda de Seixas Corrêa, conselheira da embaixada do Brasil no Egito.

De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores, a licença concedida a Araújo é não remunerada e não prevê o pagamento de salário, gratificações ou qualquer outro benefício público. O afastamento, sem prazo definido, pode ser encerrado automaticamente caso Maria Eduarda tenha a situação funcional alterada.

As regras do Itamaraty estipulam que a licença não pode ser mantida se o cônjuge do servidor diplomático for removido do exterior e se apresentar à Secretaria de Estado, estrutura administrativa do ministério em Brasília. Nessa circunstância, o retorno do diplomata às atividades se torna obrigatório.

Ernesto Araújo comandou o Itamaraty durante boa parte do governo de Jair Bolsonaro, deixando o cargo em 2021 após sofrer desgaste político e críticas à condução da política externa. Durante sua gestão, tornou-se conhecido por declarações controversas, como a frase “que sejamos pária”, em resposta às críticas recebidas pela diplomacia brasileira, especialmente relacionadas à pandemia de Covid-19.

A licença extraordinária de Araújo pode seguir por tempo indeterminado enquanto Maria Eduarda permanecer lotada no Egito. Caso ela seja transferida para Brasília, o afastamento do ex-chanceler será automaticamente encerrado.