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O tempo de Cleitinho e o cenário aberto para as candidaturas em Minas Gerais


Da redação

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) é apontado como uma das principais figuras na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026, mas ainda não definiu se será candidato. Apesar de liderar pesquisas de intenção de voto, o parlamentar afirmou ao PlatôBR que só tomará uma decisão entre maio e junho, concentrando-se, até lá, no seu mandato no Senado, onde tem mais quatro anos de exercício pela frente.

A indefinição de Cleitinho impacta diretamente as articulações políticas no estado, influenciando tanto aliados quanto adversários. Uma possível candidatura pode reorganizar a disputa e interferir da formação das chapas, principalmente no campo da direita, onde ainda não há consenso sobre um nome para a sucessão do governador Romeu Zema (Novo).

No entorno do governo estadual, o vice-governador Mateus Simões (PSD), que assumirá o Executivo em abril com a saída de Zema, é visto como o candidato natural, mas aparece atrás de Cleitinho, do senador Rodrigo Pacheco (ainda no PSD) e do ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT) nas pesquisas. O cenário também é marcado por incertezas quanto ao posicionamento do bolsonarismo em Minas, já que Cleitinho dialoga com esse eleitorado, mas há discussões sobre eventual apoio a um nome do grupo de Zema ou a um candidato mais identificado com Jair Bolsonaro.

No campo aliado ao governo federal, o nome do senador Rodrigo Pacheco é defendido pelo presidente Lula, que articula sua saída do PSD para o União Brasil ou MDB. O deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou ao PlatôBR que há expectativa de composição com Pacheco, mas o cenário ainda não está definido.

A estratégia do PT prevê a construção de uma frente ampla para enfrentar a direita. Para Correia, a movimentação de Cleitinho depende do posicionamento dos aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o petista, se a oposição ao Planalto se unificar, a disputa poderá ser polarizada já no primeiro turno e “talvez já seja possível decidir a eleição”.