Da redação
O calor extremo foi responsável pela morte de dez mil pessoas em cinco países europeus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), constituindo ameaça à saúde pública e impondo desafios à segurança sanitária no continente. A entidade alerta que a situação deve se agravar nos próximos anos.
De acordo com Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, embora a mortalidade associada ao calor tenha aumentado 30% nos últimos vinte anos, essas mortes não são inevitáveis. Kluge ressalta a necessidade de reconhecer o calor como emergência de saúde pública, em vez de fenômeno apenas meteorológico.
A OMS ressalta que o reforço de ações como aviso precoce, investimento em cidades mais frescas, expansão do acesso à água e à sombra, além de preparação dos sistemas de saúde, pode salvar milhares de vidas. As ondas de calor têm elevado a demanda por serviços de saúde, afetando hospitais sem estrutura adequada para altas temperaturas.
Como resposta, a OMS elaborou um conjunto de orientações e ferramentas para prevenir mortes relacionadas ao calor, que já estão disponíveis para os governos europeus. Essas recomendações, atualizadas em junho de 2026, incluem um quadro de oito elementos composto por medidas baseadas em evidências científicas, segundo a organização.




