Da redação
A gestora de venture capital ONEVC anunciou o fechamento da captação de seu terceiro fundo, totalizando US$ 50 milhões para investimentos em startups em estágio inicial e com portfólio mais concentrado, seguindo a tese do fundo anterior. As conversas para levantar recursos começaram em meados de 2023, com uma meta inicial de US$ 40 milhões, mas, diante da alta demanda, o valor foi ampliado para o ‘hard cap’ de US$ 50 milhões. “A oferta foi 25% oversubscribed”, afirmou Bruno Yoshimura, general partner da ONEVC.
Um terço do capital veio de um investidor americano, um instituto que administra um endowment superior a US$ 30 bilhões. A brasileira Spectra aportou cerca de 10%, além da participação de corporate ventures e family offices da Europa e Ásia. O histórico da gestora inclui a captação de US$ 30 milhões em 2018, investidos em 20 empresas, e de US$ 35 milhões em 2021, ambos já totalmente alocados.
No fundo II, a ONEVC esteve entre os primeiros investidores de startups como a Enter, avaliada em R$ 2 bilhões, a Tako, Caju e Nomad. O novo fundo de US$ 50 milhões já realizou três investimentos focados em inteligência artificial (IA), incluindo a FlyMedia, empresa que cria influenciadores digitais com IA para múltiplos idiomas e mercados. “No futuro, esses avatares podem até virar tutores de matemática ou ensinar finanças”, disse Yoshimura. Os dois outros investimentos, um voltado a ferramentas para desenvolvedores e outro ao setor de saúde, ainda não foram divulgados.
Rodrigo Cartolano, novo general partner ao lado de Bruno, destacou que o fundo tem “tese generalista”, mas o cenário atual favorece empresas com IA. “80% do nosso portfólio é B2B e fintech, mas nos últimos 18 meses quase tudo foi com AI”, comentou.
Segundo Cartolano, startups de IA valem, em média, o dobro de outras do mesmo setor. “Essas companhias escalam mais rápido e conseguem entrar mais facilmente em grandes empresas, justificando valuations mais altos e potenciais saídas maiores”, afirmou.








