Da redação
A escolha de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) foi alvo de críticas da Transparência Internacional. Em relatório divulgado em 2025, a entidade afirmou que a indicação expõe fragilidades do sistema regulatório brasileiro e compromete a estratégia do governo no combate a organizações criminosas.
De acordo com a Transparência Internacional, a CVM foi mencionada diretamente no relatório do Índice de Percepção da Corrupção. O Brasil permaneceu na mesma posição no ranking mundial, sinalizando preocupação quanto à efetividade das ações contra a corrupção no país.
A organização destacou que escolhas para cargos estratégicos em órgãos reguladores têm impacto direto na prevenção e combate a crimes financeiros. Para a entidade, a nomeação de Otto Lobo “compromete a estratégia governamental frente a organizações criminosas”.
O relatório reforçou a necessidade de um sistema regulatório mais robusto e independente. Segundo a avaliação, o atual cenário dificulta avanços no controle e prevenção de ilícitos no mercado financeiro.
As críticas surgem em um contexto de pressão por maior transparência e rigor na nomeação de dirigentes de órgãos de fiscalização no Brasil.





