Da redação
O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta quarta-feira para discutir a situação em Gaza, durante a segunda fase do plano de 20 pontos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ramiz Alakbarov, vice-coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, afirmou que esta etapa é “crucial” para consolidar o cessar-fogo, embora tenha alertado sobre as persistentes incertezas.
O plano de Trump prevê a criação de órgãos como o Conselho de Paz, o Comitê Nacional para a Administração de Gaza e o Gabinete do Alto Representante para Gaza. Alakbarov relatou ter se reunido com o Comitê de Administração para tratar do apoio da ONU à prestação de serviços públicos e à ajuda humanitária em Gaza. Ele ressaltou que a ONU está pronta para ajudar no “árduo e monumental” processo de reconstrução.
Alakbarov comemorou o anúncio feito por Israel, em 25 de janeiro, de abrir a passagem de Rafah para circulação de pedestres nos dois sentidos. Destacou ainda que a desmilitarização da Faixa de Gaza e novos acordos de segurança são “essenciais e urgentemente necessários”. Segundo ele, praticamente toda a população local ainda depende de assistência humanitária.
A situação dos 1,5 milhão de palestinos deslocados em Gaza tem se agravado com as tempestades e o frio, enquanto muitos seguem abrigados em tendas precárias. Alakbarov relatou relatos de famílias que passaram noites em vigília para segurar suas tendas e destacou dificuldades causadas por restrições à entrada de materiais e pela falta de abrigos adequados.
Apesar do cessar-fogo, ataques continuam na região. Alakbarov lamentou que centenas de palestinos, incluindo mulheres e crianças, foram mortos desde o início da trégua, enquanto ataques palestinos também persistem. O representante da ONU saudou a recuperação do último refém em Gaza, Ran Gvili, destacando que a devolução dos sequestrados em 7 de outubro de 2023 permite iniciar um “processo de cura” para as famílias afetadas.





