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ONU alerta para desaceleração econômica global devido a tensões no Oriente Médio

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Da redação

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) divulgou um relatório nesta semana, apontando que as tensões geopolíticas representam um desafio crescente para a economia mundial em 2025. O estudo destaca que países exportadores de combustíveis fósseis, como Angola, podem se beneficiar da valorização dos preços, especialmente diante dos impactos do conflito no Oriente Médio.

O relatório indica que, em 2025, a economia global cresceu 2,9%, impulsionada por setores de comércio e tecnologia. Contudo, a escalada militar no Oriente Médio elevou os preços de importação de combustíveis, desencadeando turbulências econômicas e afetando principalmente os mercados de energia no curto prazo.

Segundo a Unctad, o aumento dos custos energéticos pode se espalhar, atingindo também o comércio internacional, os sistemas alimentares e os mercados financeiros, especialmente em países em desenvolvimento. Esses países apresentam elasticidade menor nas importações de combustíveis, alimentos e fertilizantes, ficando mais expostos a saídas de capitais e à perda de confiança de investidores.

Para lidar com essa pressão, países da América Latina, Sudeste Asiático, entre eles o Brasil, implementaram medidas como ampliação de oferta, elevação de subsídios e definição de tetos de preços. Essas ações, de acordo com o relatório, têm contribuído para pressionar a inflação e aumentar a vulnerabilidade das populações locais.

Na União Europeia, a crise energética preocupa, principalmente às vésperas do verão, elevando o risco de altas sustentadas nos preços. O cenário africano é diferente: projeções apontam crescimento de 4,2% do PIB em 2026, com países exportadores de petróleo e gás, como Angola, favorecidos pela valorização global dos combustíveis fósseis.

O estudo também ressalta alternativas para mitigar esses impactos, como o investimento em energia renovável, embora a participação de países em desenvolvimento ainda seja limitada. Conforme dados da Unctad, a África possui 60% dos melhores recursos solares, mas recebeu apenas 2% dos investimentos globais em energia limpa em 2024.