Da redação
Claver Gatete, secretário executivo da Comissão Económica para África (Uneca), orientou nesta segunda-feira, durante as Reuniões Anuais de 2026 do Banco Africano de Desenvolvimento, que países africanos reforcem o financiamento em água e saneamento. O objetivo, segundo Gatete, é promover o desenvolvimento sustentável, a resiliência climática e a transformação econômica no continente.
No momento em que avança a implementação da Visão Africana da Água 2063, Gatete destaca a necessidade de alcançar segurança hídrica e acesso seguro ao saneamento para todas as comunidades africanas. Segundo dados apresentados, no continente, mais de 400 milhões de pessoas ainda carecem de acesso à água potável básica e mais de 700 milhões não possuem saneamento seguro.
Para atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6, referente à água potável e ao saneamento, Gatete afirma que a África necessita investir mais de US$ 50 bilhões por ano. Entretanto, o investimento anual efetivo permanece entre US$ 12 e US$ 15 bilhões, valor considerado insuficiente para cobrir a demanda crescente.
Gatete defende uma mudança fundamental na percepção sobre os recursos hídricos. Ele ressaltou que a água não deve ser vista apenas como serviço, mas reconhecida como elemento essencial para os sistemas alimentares, energéticos, ecossistemas e saúde pública. Conforme pontuou, valorizar a água como ativo de investimento pode impulsionar crescimento econômico, geração de empregos e resiliência.
O secretário executivo sugeriu que os países coloquem a água no centro de suas políticas econômicas, incorporando-a aos planos nacionais, estratégias orçamentárias e quadros de investimento. Gatete reiterou a disposição da Uneca em colaborar com instituições africanas e parceiros internacionais para a realização da Visão Africana da Água 2063.
Projetos como o de saneamento em Accra, Gana, exemplificam ações em curso em colaboração com o Banco Africano de Desenvolvimento e outros parceiros. Além das necessidades de financiamento, há esforços para integrar políticas e ampliar o acesso a água potável e saneamento, prioridades estabelecidas para os próximos anos.





