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ONU orienta países do Hemisfério Sul a intensificarem vacinação contra influenza

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Da redação

Com a chegada de junho e julho, países do Hemisfério Sul entram no período mais crítico de circulação de vírus respiratórios como influenza e Covid-19. Segundo Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, é necessário reforçar a preparação das nações para responder a essas ameaças sazonais devido ao aumento dos riscos nesse período.

Barbosa destaca a importância de adotar estratégias duplas: fortalecer a vigilância epidemiológica e garantir coberturas vacinais homogêneas, especialmente para proteger os grupos mais vulneráveis. Ele alerta que a segurança sanitária não depende de uma ação isolada, mas de esforços coordenados entre diferentes setores e níveis governamentais.

De acordo com o chefe da Opas, a resposta eficaz deve acontecer localmente, de forma descentralizada, para impedir que novos vírus ou variantes se espalhem rapidamente nas comunidades. Para ele, “a influenza mata centenas de milhares de pessoas por ano” e, embora a Covid-19 tenha reduzido a transmissão, ainda causa mortes, sobretudo em pessoas vulneráveis.

O médico também chama atenção para mitos sobre vacinas de influenza e Covid-19. Ele esclarece que esses imunizantes “não conseguem evitar a doença” completamente, mas são essenciais para reduzir casos graves, hospitalizações e mortes. Anos de estudos demonstram que pessoas vacinadas têm menor risco de evolução grave das enfermidades.

O cenário global ainda preocupa, conforme ressalta Barbosa. O Hemisfério Sul, especialmente a América Latina, está prestes a encarar o ápice de transmissão em razão do inverno, das baixas temperaturas e do confinamento. A recomendação da Opas é acelerar a vacinação, priorizando idosos, gestantes, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas.

Para garantir vacinas suficientes, a Opas mantém o Fundo Rotatório, que realiza compras conjuntas de imunizantes para os países membros, assegurando preços acessíveis e distribuição gratuita. O apoio também inclui avaliações de sistemas de saúde, identificação de lacunas logísticas e treinamento técnico contínuo para equipes envolvidas na resposta epidemiológica.