Da redação
O Dia Mundial da Justiça Social, celebrado em 20 de fevereiro, destaca a necessidade de ação política para superar barreiras ao desenvolvimento inclusivo e sustentável. O lema escolhido para 2026 é “renovação de compromissos com o desenvolvimento social”. Neste contexto, a celebração reforça a declaração política de Doha, adotada em novembro de 2023, durante a Segunda Cúpula Mundial do Desenvolvimento Social, que estabelece metas como erradicação da pobreza, pleno emprego e trabalho decente para todos.
Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelam que 800 milhões de pessoas ainda vivem com menos de US$ 3 por dia globalmente. A OIT aponta ainda que cerca de 138 milhões de crianças de 5 a 17 anos são vítimas de trabalho infantil, e quase metade delas está envolvida em atividades perigosas. Além disso, a desigualdade de gênero persiste, com estimativas indicando que a equiparação salarial entre homens e mulheres pode demorar de 50 a 100 anos no ritmo atual.
A OIT alerta para um “desencanto generalizado” com as instituições, apesar dos avanços recentes na qualidade de vida. Segundo a agência, governos, sindicatos e empresas enfrentam crescente desconfiança da população, refletindo um contrato social fragilizado. Muitas pessoas sentem que seus esforços não são recompensados e que a sociedade é injusta.
Nesta data, a ONU enfatiza a promoção da igualdade de gênero, a ampliação de oportunidades para os jovens, o apoio à transição da economia informal para a formal e a garantia de transformações justas e inclusivas nas economias digital e verde.
Para marcar a ocasião, uma reunião comemorativa foi realizada nesta sexta-feira, em Nova Iorque, organizada pela Missão Permanente da Quirguistão, com apoio da OIT e do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (Desa), para refletir sobre os progressos alcançados e renovar a cooperação em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.






