Da redação
O secretário-geral da ONU, António Guterres, tem se reunido nos últimos dias com representantes de países do Golfo Pérsico para discutir a necessidade urgente de pôr fim às atividades militares e à escalada do conflito na região. Em declaração transmitida nesta quarta-feira (3) por seu porta-voz, Stephane Dujarric, Guterres afirmou que é fundamental retomar o diálogo para restaurar a estabilidade regional.
Stephane Dujarric afirmou a jornalistas que Guterres continuará defendendo a diplomacia, o retorno à negociação e o respeito ao direito internacional. O porta-voz também destacou que o secretário-geral tenta convencer um número suficiente de países a avançar nessa direção.
Sobre relatos de fechamento do Estreito de Ormuz por forças iranianas, Dujarric lembrou que trata-se de uma via navegável internacional e que qualquer fechamento representa uma preocupação muito séria com impacto global, principalmente na economia. Ele pediu que os Estados demonstrem moderação e respeitem integralmente o direito internacional, incluindo a liberdade de navegação.
Guterres expressou profunda preocupação com a situação no Líbano, onde a população está “no fogo cruzado de um conflito” e destacou o impacto da violência sobre civis. Segundo equipes humanitárias da ONU, mais de 50 pessoas morreram e centenas ficaram feridas em dois dias, após ataques israelenses atingirem diversas partes do Líbano, incluindo Beirute, matando três paramédicos e ferindo outros seis.
Com o agravamento da crise, civis continuam fugindo, muitos apenas com o que conseguem carregar. Desde o início das hostilidades entre Hezzbollah e Israel, ao menos 80 mil pessoas buscaram abrigos coletivos no Líbano. A ONU já forneceu refeições quentes para mais de 20 mil deslocados e alimentos prontos para mais de 15 mil. Estima-se que 100 mil pessoas deixaram Teerã nos dois primeiros dias após os ataques, com 1 a 2 mil veículos por dia deixando a capital, segundo a Polícia Rodoviária do Irã.






