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ONU pede US$ 331,5 milhões para ajudar 1,4 milhão na crise do Líbano


Da redação

A Organização das Nações Unidas anunciou nesta sexta-feira um novo pedido de US$ 331,5 milhões para apoiar 1,4 milhão de libaneses em situação crítica, diante da escalada da violência no Líbano que já dura mais de três meses. Os conflitos persistem em diversas regiões, pressionando o sistema humanitário local.

Ataques aéreos, drones e bombardeios atingem continuamente hospitais, clínicas e prédios governamentais, conforme relatou o coordenador humanitário da ONU no Líbano, Imran Riza, em Beirute. Ele destacou ainda a destruição de terras agrícolas, estações de tratamento de água e o uso de escolas como abrigos diante da deterioração do cenário.

Durante esse período, mais de 3,5 mil pessoas morreram e cerca de 10 mil ficaram feridas, segundo informações atualizadas. Quase um milhão está desabrigado, enfrentando o que Riza classificou como “um trauma profundo e duradouro” devido ao deslocamento recorrente, à falta de moradia e à insegurança sobre a possibilidade de retorno.

Ambientes improvisados têm provocado riscos adicionais, especialmente para mulheres e meninas. Andrew Saberton, diretor executivo adjunto do Fundo de População das Nações Unidas, chamou atenção para a situação em abrigos superlotados, advertindo sobre a carência de saneamento, privacidade e proteção. Saberton informou que mais de 600 mil mulheres e meninas encontram-se expostas ao risco de violência de gênero.

Outro desafio apontado por Saberton envolve a continuidade dos ataques a hospitais e centros de saúde primários, resultando no fechamento dessas unidades. Ele estimou que cerca de 1,8 mil partos ocorrem mensalmente no Líbano, com crescente dificuldade de acesso aos serviços essenciais de saúde materna por parte das mulheres.

O recente cessar-fogo, anunciado com mediação dos Estados Unidos, não foi implementado, mantendo o impasse. De acordo com agências de notícias, ataques continuaram tanto pelas forças de Israel quanto por combatentes do Hezbollah, dificultando ainda mais os esforços humanitários no país, segundo os representantes das Nações Unidas.