Da redação
O declínio de plantas, animais e insetos levanta preocupações sobre uma possível sexta extinção em massa no planeta, com impactos graves tanto para a humanidade quanto para a natureza. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 1 milhão das 8 milhões de espécies do mundo estão ameaçadas de extinção.
A restauração ambiental tem sido uma das principais estratégias para combater esse cenário. Na Década das Nações Unidas para a Restauração de Ecossistemas, iniciativas visam recuperar habitats terrestres e marinhos. O Pnuma destaca exemplos de sucesso que já estão ajudando a salvar espécies ameaçadas.
No Brasil, esforços para restaurar a Mata Atlântica, que já perdeu mais de 80% de sua extensão original, incluem a regeneração de florestas e a criação de corredores de vida selvagem. Essas ações beneficiaram a onça-pintada, cuja população na região do Alto Paraná aumentou cerca de 160% entre 2005 e 2018, chegando a 105 animais, embora atualmente haja cerca de 84.
Em Moçambique, a proteção do dugongo, único mamífero herbívoro do oceano, depende da restauração de pradarias marinhas. Nos Emirados Árabes Unidos, por exemplo, há um projeto para recuperar 19,5 mil hectares de manguezais, recifes de coral e prados de ervas marinhas até 2030, visando impulsionar a população de dugongos, atualmente estimada em 5 mil indivíduos.
Outros casos incluem o aumento do número de gorilas-da-montanha na África Central, graças à proteção baseada no turismo, e a recuperação da serpente antígua em Antígua e Barbuda. Após a remoção de predadores invasores, a população da cobra passou de cerca de 50 exemplares em 1995 para mais de 1,1 mil atualmente.







