Da redação
Uma operação conduzida pela Neoenergia e pela Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (CORPATRI), identificou uma mineradora clandestina de criptomoedas em Arniqueiras, no Distrito Federal, na tarde de terça-feira (12). O local foi descoberto durante a quinta fase da Operação CriptoGato, após indícios de furtos de energia.
A investigação revelou que a estrutura operava em uma área urbana próxima a Águas Claras, o que representa uma mudança em relação a ocorrências anteriores concentradas em zonas rurais. Na Colônia Agrícola Veredão, os agentes localizaram 16 equipamentos de alto desempenho que funcionavam sem interrupção, utilizados na mineração clandestina de criptomoedas.
Segundo apuração, as máquinas eram alimentadas por uma ligação clandestina de 300 amperes diretamente conectada à rede elétrica. O consumo ilegal de energia alcançava quantidade suficiente para suprir cerca de 200 residências da região a cada mês, gerando significativo prejuízo financeiro à distribuidora.
A Neoenergia alertou para riscos à população decorrentes desse tipo de prática. Além das perdas econômicas, o gerente de Gestão da Receita, Arthur Franklim, destacou: “O avanço desse tipo de atividade para bairros urbanos aumenta a preocupação com a segurança da população e os impactos aos consumidores regulares.”
No decorrer de 2024, a Operação CriptoGato já resultou na desarticulação de dez estruturas ilegais desse tipo no Distrito Federal. Foram apreendidos até o momento 670 equipamentos e valores recuperados que superam R$ 8 milhões, conforme informaram autoridades envolvidas nas investigações.
O responsável pelo imóvel alvo da ação mais recente não foi localizado durante a operação, mas, segundo a polícia, o proprietário do espaço já foi identificado e deverá prestar esclarecimentos em breve à delegacia. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil.






