Da redação
A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou nesta quinta-feira (19) a intenção de criar um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para retirar navios retidos no Golfo Pérsico, situação provocada pelo atual conflito no Oriente Médio. A iniciativa foi detalhada pelo secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, ao término de uma sessão extraordinária de dois dias do Conselho da entidade, realizada em Londres.
Segundo Dominguez, 20 mil tripulantes estão atualmente a bordo de 3.200 navios bloqueados na região, que foi fechada pelo Irã como retaliação a ataques dos Estados Unidos e de Israel. “Estou pronto para começar a trabalhar imediatamente nas negociações destinadas a estabelecer um corredor humanitário para evacuar todos os navios e marítimos retidos”, declarou o secretário-geral, de acordo com informações da agência RTP.
Para viabilizar o corredor, Dominguez afirmou que será necessária “compreensão, empenho e, acima de tudo, ações concretas por parte de todos os países envolvidos, bem como do setor e das agências relevantes da ONU.”
No mesmo dia, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão emitiram uma declaração conjunta manifestando disposição em contribuir para a reabertura do Estreito de Ormuz e garantir a passagem segura de navios. O comunicado elogia o compromisso das nações envolvidas nos preparativos, mas não detalha como se dará a reabertura.
A medida ocorre poucos dias após esses países recusarem participação em operações lideradas pelos Estados Unidos e Israel para liberar o estreito, fato que gerou irritação no presidente Donald Trump, que afirmou não precisar de “ninguém” para a missão. O bloqueio do Estreito, rota de cerca de 20% do petróleo mundial, tem provocado instabilidade nos mercados financeiros e elevação do preço do barril globalmente.







