Da redação
O senador Rodrigo Pacheco oficializou, nesta quarta-feira, 1º de maio, sua filiação ao PSB, deixando o PSD de olho nas eleições em Minas Gerais. O parlamentar, no entanto, informou que ainda não definiu se vai disputar o governo do Estado e só tomará essa decisão após consultar lideranças mineiras na próxima semana. Pacheco é apontado como possível candidato a governador com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que considera Minas um Estado estratégico.
A filiação de Pacheco ocorreu em evento na sede do PSB, em Brasília, com a presença do presidente nacional do partido, João Campos, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). O senador afirmou que pode não encabeçar a chapa ao governo mineiro, abrindo espaço para outros nomes, e defendeu o diálogo amplo com lideranças estaduais e nacionais antes de qualquer definição.
Durante seu discurso, Pacheco destacou que a defesa da democracia se tornou sua “causa de vida” e ressaltou a necessidade de união dos democratas contra movimentos totalitários e negacionistas. Citou ainda o histórico do PSB na luta contra o autoritarismo e em defesa da ciência e da vacina durante a pandemia.
O senador também pregou a responsabilidade fiscal como condição para o desenvolvimento social e criticou o uso superficial das redes sociais por parte de alguns adversários. Propôs ainda que o partido mantenha maior atenção aos prefeitos e aos municípios, reforçando o papel das administrações locais.
Rodrigo Pacheco foi deputado federal, elegeu-se senador em 2018 e preside o Senado desde 2021. Após não ser indicado ao STF, intensificou conversas com Lula sobre sua pré-candidatura em Minas. O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que Pacheco liderando um palanque em Minas seria importante para o ex-presidente.





