Da redação
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), manteve ao longo de 2025 o discurso de que concluiria seu quarto mandato, previsto para terminar em 2028. Apesar disso, nos bastidores, Paes já admite planos de deixar o cargo em março para disputar o Governo do Estado do Rio de Janeiro, contexto marcado por incertezas políticas e a iminente renúncia de Cláudio Castro (PL), cotado para concorrer ao Senado.
Durante 2024, Paes preparou o terreno para a transição de poder ao vice-prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD), que vem participando das principais discussões políticas e estratégicas da prefeitura. O prefeito intensificou a divulgação de ações na segurança pública e anunciou novos terminais de ônibus para a Baixada Fluminense, com o objetivo de ampliar sua base eleitoral na região metropolitana.
Em suas articulações, Paes busca ampliar alianças com MDB e PP, partidos atualmente alinhados a Castro, na tentativa de aumentar sua capilaridade no interior do estado e reduzir a identificação de sua candidatura ao presidente Lula e ao PT, diante do eleitorado bolsonarista fluminense. Um dos cotados para vice é Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu.
O cenário político tornou-se ainda mais instável após o afastamento de Rodrigo Bacellar (União Brasil) da presidência da Alerj por decisão do STF, em meio a investigações da Polícia Federal. Esse novo quadro reabre discussões sobre o nome do futuro “governador-tampão” após a renúncia de Castro, enquanto o secretário estadual da Casa Civil, Nicola Miccione, surge como opção de transição.
No anúncio do Plano Estratégico 2025-2028, Paes cometeu ato falho ao dizer que Cavaliere assumirá o cargo em definitivo, apesar de tentar corrigir a fala depois. Em 2024, prometeu pela Portela e pelo Vasco não abandonar a prefeitura para se candidatar, mas aliados afirmam que a população deseja vê-lo disputar o governo estadual, que enfrenta crise financeira e de segurança pública.






